sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Te admiro porque tu me rouba as palavras. Logo eu, que lido com elas tão bem. Logo tu, que é tão diferente de tudo que eu já imaginei que pudesse me fazer sorrir. Nunca consegui te descrever sem achar que faltassem adjetivos, complementos, predicativos. Até mesmo escrevendo textos gigantes, sempre me faltaram palavras. Tu nunca foi completo nas minhas linhas porque nada que eu pudesse escrever te descreveria. E todas as palavras do mundo não se encaixam em ti, não combinam, não completam. Mas agora, sem clichês, te descrevo como morfina. “Analgésico de grande potência, capaz de aliviar dores extremas.” Nenhuma descrição melhor para o efeito que tu causa em mim. Nenhum sorriso mais verdadeiro do que o provocado por ti. Nenhuma sensação melhor do que o alívio que eu tenho por te ter correndo nas minhas veias, em cada célula, até a ponta do pé, dentro do coração. Não é à toa que morfina também é conhecida como “droga maravilha”, apesar de eu achar que ela deveria ter teu nome. Porque teu amor é feito droga, e meu coração viciado não vive sem.
Se não posso te ter por perto, te tenho por dentro. Marina.

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