O que vejo? Vejo as pessoas reclamando de tudo; reclamando do mundo e de todos. Problemas existem e erros acontecem, mas o mundo não merece receber a culpa pelos mesmos. A vida é realmente injusta – para alguns -, mas devemos sempre crer. Há tantos com tão pouco e muitas vezes nem os notamos. Passamos pelas ruas, vemos pessoas pedindo dinheiro, pedindo ajuda. O que fazemos? Fingimos sermos cegos e surdos. E àqueles que não lhes resta nada além da certeza que em poucos dias pode vir a morte? É triste ir ao hospital e saber que na UTI há uma criança, com tanta vida a esperando. Maior tristeza é ver e sentir que mesmo com o ar lhe faltando, com a dor lhe causando o mal e a doença lhe derrubando, ainda há felicidade naquele olhar; ainda há esperanças e forças para lutar e que assim mesmo há pessoas que reclamam da vida que tem. É triste olhar nos olhos de uma criança com fome. Um olhar que grita por ajuda. Portanto, deveríamos olhar ao nosso redor e pensar se realmente temos motivos para reclamar. Vejo que cada um de nós pode contribuir para que o mundo se torne um lugar melhor para se viver. Não peço que o mundo mude, mas peço para que cada um de nós cooperasse e contribuísse para um mundo melhor. Um mundo em que a personalidade e caráter tenha maior valor e maior importância que a roupa que vestimos, que o poder e riquezas que possuímos; que o nosso bem maior seja nós mesmos – o que somos, não o que temos. Então, o que você vê?
Almeida, Mcs.
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